Resenha: Regurgitofagia



Regurgitofagia é um livro todo diferente, todo ousado, todo novo, todo inusitado. Uma das coisas que mais gosto na leitura de um livro é a experiência literária que ele me oferece. Gosto de explorar os livros que tenho em mãos como se estivesse explorando um mundo novo, porque é exatamente isso que eles trazem nas suas páginas. Regurgitofagia propõe exatamente isso: uma experiência completa.
Para os que buscam um livro pra sair da zona de conforto, para refletir e para se aventurar, trago aqui uma boa pedida.
Quer saber o que achei do livro? Então confira a resenha de Regurgitofagia:

“O curto-circuito estético de Michel Melamed, uma reflexão política e ética através da performance
Michel Melamed, em 2004, estreou o espetáculo Regurgitofagia – baseado neste livro. Trata-se tanto de uma leitura quanto de experiência de pensamento através dos sentidos e da tecnologia, uma interface denominada “Pau-de-Arara”. Através dela, todas as reações sonoras da plateia (risos, aplausos, tosses, vaias, etc.) eram captadas por microfones e transformadas em descargas elétricas sobre o corpo do a(u)tor.
De um lado, sua performance abraça e, ao mesmo tempo, se distancia de certos pressupostos modernistas; de outro, radicaliza determinadas práticas definidoras da arte contemporânea. Nessa edição, descobre-se não somente a origem do espetáculo, como também uma nova encarnação, na palavra sobre o papel. E, mais uma vez, a arte toma forma."










FICHA TÉCNICA 
Título: Regurgitofagia
Autora: Michel Melamed
Ano: 2017
Páginas: 299
Idioma: Português
Editora: Grupo Editorial Record (Bertrand Brasil)
Nota: 4/5
Compre: Amazon / Saraiva
Comprando por esses links você ajuda e incentiva o Nostalgia Cinza
LIVRO CEDIDO PELA EDITORA


Regurgitofagia é um livro extremamente visual. Seja por conta dos poemas datilografados nas páginas pares ou pelas brincadeiras estéticas com a poesia e os textos nas páginas ímpares, todo o livro procura proporcionar uma experiência para o leitor que o tem. Algumas imagens do espetáculo que dá voz ao livro são distribuídas ao longo das páginas quebrando a leitura duas vezes e ilustrando a intensidade que parece pingar das folhas. Além disso, outros aspectos também contribuem para que Regurgitofagia seja mais que um livro comum. No começo do livro o autor propõe alguns exercícios interativos de escrita para o leitor entender melhor a mensagem e interagir mais com livro.
O livro inteiro é escrito em várias línguas além do português. Até mesmo a tradução de suas palavras é feita de forma única e particular. As páginas ímpares contêm os seus textos em português e são o cenário para a maior parte dos poemas “desenhados”, ou seja, dos poemas distribuídos na página de acordo com o objetivo estético do autor. Nas páginas pares temos as mesmas palavras traduzidas simultaneamente para o inglês e para o francês em forma de texto datilografado e sem uma distribuição elaborada pela página, pelo contrário, são concentrados no canto superior com um tamanho menor e cada frase é divida por barras (/) ao invés de parágrafos. Ao final, bem quando o leitor parece se acostumar com a forma com que corre o livro, o autor escreve alguns poucos textos em alemão quebrando qualquer padrão que ele havia estabelecido previamente.


“'Vomitar' os excessos a fim de avaliarmos o que de fato queremos redeglutir. A 'descoisificação' do homem através da consciência crítica, a 'ignorância programada'. Como quando como quanto quero." P. 65

É um livro excepcionalmente fácil de ler por conta dos poemas, ilustrações e por conta da própria diagramação. Além disso, a escrita de Michel Melamed contribui com esse fator porque, em diversas partes de sua poesia ele abre mão dos pontos, das vírgulas, parágrafos e pausas. Ou seja, o ritmo de leitura fica mais acelerado e intenso à medida em que as palavras começam a corre desenfreadas pelas páginas. 



Particularmente não consegui entender um esquema lógico por trás da coletânea de poemas e textos do autor, mas talvez tenha sido essa a proposta do livro. Um caos organizado, um amontoado de pensamentos, sentimentos e críticas que, ao serem colocados juntos, criam um sentido próprio. 
Um ponto negativo é que a escrita do autor não é tão facilmente digerida pelo leitor comum. Não é aquele livro gostosinho de ler, aquele que você indica para qualquer um. É preciso gostar de tentar decifrar o sentido por trás daquelas palavras, gostar de refletir a respeito do texto que tem em mãos, gostar de ler e reler a mesma frase várias vezes para absorver mais perfeitamente aquilo que o autor está dizendo. Por conta disso a leitura pode não agradar a todos e acabar se tornando um pouco tediosa, mas isso vai variar de acordo com o perfil de quem lê a obra.



“Confirmado, eu morri. Estou aqui apenas para esclarecer que não há vida após a morte. A gente morre e fim. Acaba tudo geral. No exato segundo em que se morre, perde-se a consciência e... portanto não existe alma, reencarnação, inferno nem reino dos céus. A pergunta óbvia então: como é possível, se não existe nada após a morte, que eu, morto, esteja aqui querendo confirmar a inexistência?" P. 97


Parece um livro de vanguarda, vem querendo quebrar paradigmas e cuspir ideias. É uma urgência constante que tenta acompanhar o ritmo frenético do mundo de hoje e, ao mesmo tempo, trazer o leitor para o aqui e o agora por meio das palavras. Outro aspecto peculiar do autor é o seu modo de brincar com palavras, dar significados novos àquelas que já conhecemos e inventar novas de acordo com a mensagem que ele busca passar. Michel Melamed mostra sua competência em tirar sensações de frases que jamais imaginaríamos juntas.
Regurgitofagia é uma daquelas brincadeiras com fundo de verdade. "Regurgitar: expelir, fazer sair, o que em uma cavidade está em excesso, principalmente no estômago. Fagia: comer." O autor faz uma crítica ao consumo excessivo de estereótipos e produtos que, ao final das contas, não acrescentam em nada. A fagia seria, ao meu ver, uma forma de filtrar aquilo que é realmente necessário ou que tenha conteúdo e, ao mesmo tempo, nos fazer perceber, através do grotesco, o que realmente existe por trás de tudo que não nos acrescenta.

Se você gostou da resenha e quer conhecer outro livro de poesia, confira a resenha de Outros jeitos de usar a boca!

“Porque tudo é metáfora pra vida. Por exemplo... o mar. O mar é metáfora pra vida. Um dia o mar está pequeno, outros grande... tem dia que você chega de manhã cedo no trabalho e leva logo um caixote na cabeça! E tem épocas que a vida é puro surf... uma vida mar. Porque tudo é metáfora pra vida..." P.196



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Resenha: Eu sei onde você está




Eu sei onde você está é um livro eletrizante desde o começo. Já na primeira página me vi presa junto à Clarissa em um pesadelo sem saída. A realidade de uma mulher perseguida por um louco compulsivo é de arrepiar, ainda mais pela forma extremamente verossímil com que a autora narra o livro.
Para os fãs de suspense é uma leitura obrigatória! Para aqueles que estão começando a se aventurar por esse gênero literário é uma excelente pedida. 
Quer saber o que achei do livro? Então confira a resenha de Eu sei onde você está:

“Rafe está em todos os lugares. E Clarissa vai encontrá-lo, mesmo sendo a última coisa que gostaria que acontecesse. Vai encontrá-lo na universidade onde ambos trabalham, na estação de trem, no portão do prédio onde mora. As mensagens do homem lotam a secretária eletrônica de Clarissa, os presentes dele abarrotam sua caixa de correio. Desde a noite traumática que passaram juntos alguns meses antes, ela se vê em uma armadilha da qual não consegue escapar. E ele se recusa a aceitar um não como resposta. A única saída de Clarissa para esse pesadelo angustiante são as sete semanas que passará em um tribunal, onde foi escalada para compor um júri popular. A vítima em questão viveu experiências que revelam uma similaridade macabra com a vida da jurada. Conforme o julgamento se desenrola, Clarissa percebe que, para sobreviver às investidas obcecadas de Rafe, será necessário se arriscar. Começa então a reunir evidências da insanidade do perseguidor para usá-las contra ele e relata todo o terror psicológico e físico a que é submetida, o que a obriga a reviver cada momento doloroso que vem tentando desesperadamente esquecer. Escrito de forma primorosa, "Eu sei onde você está" explora a tênue fronteira entre amor e compulsão, fantasia e realidade. Um retrato perturbador de uma mulher perseguida, determinada a sobreviver."







FICHA TÉCNICA 
Título: Eu sei onde você está
Autora: Claire Kendal
Ano: 2017
Páginas: 299
Idioma: Português
Editora: Intrínseca
Nota: 5/5
Compre: Amazon / Saraiva
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LIVRO CEDIDO PELA EDITORA


Eu sei onde você está é um livro para ficar marcado na cabeça, tanto pela temática de perseguição quanto pela narrativa dinâmica e muito bem trabalhada. Cheguei até mesmo a pesquisar se já existia uma adaptação para os cinemas porque daria um filme sensacional.
A forma como a autora intercala os relatos de Clarissa em seu caderninho com as narrações em terceira pessoa faz com que a leitura seja dinâmica, mais envolvente e nunca fique monótona. É uma maneira de fazer com que o leitor tenha vontade de continuar lendo o livro e toda vez que a narrativa parece se acomodar a autora quebra o ritmo de leitura introduzindo os relatos, a narrativa em terceira pessoa e o tribunal em que Clarissa compõe o júri.


“Estou tentando juntar as coisas. Tentando preencher as lacunas. Tentando me lembrar das coisas que você fez antes desta manhã, quando comecei a anotar tudo. Não quero deixar escapar nenhum resquício de prova - não posso me dar ao luxo de fazer isso. Mas o esforço me obriga a reviver essa história. Mantém você comigo, que é exatamente onde não quero que você esteja." P. 14

É um livro que não se preocupa em amaciar as coisas, ele não perde para o cuidado com a vítima. É um relato extremamente real sobre a vida de uma mulher perseguida por um louco. Seus anseios são reais, suas atitudes são extremamente críveis e o desenrolar da história mostra como essa é uma realidade que, infelizmente, afeta várias mulheres e como elas são negligenciadas nesses casos. É arrepiante se colocar no lugar de Clarissa e pensar que, mesmo ela fazendo tudo absolutamente certo, ainda não consegue escapar desse pesadelo diário. Mostra a realidade de uma mulher perseguida que tem sua vida virada de cabeça para baixo, tem todos os aspectos normais da sua vida alterados e ainda é culpada por isso no imaginário de várias pessoas.
São poucos os personagens na narrativa e apenas Clarissa e Rafe são explorados um pouco mais a fundo, mas isso não interfere na história porque é justamente esse o propósito do livro: mostrar como a protagonista tem sua vida tirada aos poucos, como ela é impedida de se aproximar de qualquer pessoa sem que ele interfira nesse relacionamento também. A superficialidade dos personagens coadjuvantes é um reflexo da limitação da própria protagonista em se aproximar de outras pessoas. Só ao final é que começamos a ver outro personagem se mostrando mais.






A diagramação do livro também contribui para que a leitura seja muito prazerosa. A capa em soft touch já dá o tom sombrio do livro e a forma como os relatos e a narração foram formatados faz com que o leitor entenda na hora quando a narrativa mudou.
O ponto alta da narrativa estava sempre no caderninho de Clarissa porque eram palavras mais cruas, sentimentos fiéis ao que a personagem realmente estava pensando e sentindo, em contraste com a narrativa onisciente mais controlada e equilibrada. Claire Kendal não poupa detalhes, mesmo nas cenas mais tensas. Como Clarissa precisa documentar tudo o que vê, sente e lembra, os relatos são bem explícitos, tanto dos presentes que Rafe envia a ela quanto dos momentos horríveis que passou com ele. 



“Ela correu para um táxi que estava desocupado, agradecida por não ter fila e recusando-se a procurar de novo a terrível sombra de Rafe. Sabia que ele estava ali. Não precisava vê-lo para saber disso." P. 110


Apesar de gostar de livros de suspense tenho me aventurado pouco nesse gênero literário e Eu sei onde você esta me fez questionar isso. Claire Kendal mostra como se escreve um bom thriller a cada parágrafo e me fez ficar nervosa em diversos momentos. É como se o inverno do livro tornasse a história ainda mais arrepiante. Além disso, tem um final que fugiu um pouco dos clichês. Não foi nada inovador ou revolucionário, mas não era o que eu estava esperando e achei isso incrível.
Eu sei onde você está é um livro muito bem escrito, sem muita enrolação, que vai direto ao ponto e faz o leitor devorar as páginas. Não conseguia parar de ler mesmo ao final dos capítulos porque sempre surgia um gancho para a próxima página. É um suspense muito interessante, completamente diferente dos últimos livros que li. Eu sei onde você está vai ficar marcado na minha mente por um bom tempo e deveria ser leitura obrigatória para fãs de um bom suspense.

Se você gostou da resenha e quer saber mais sobre minha última leitura da Intrínseca, confira a resenha de As coisas que perdemos no fogo!

“Eu me viro de lado, um pouco encolhida, tentando refletir e planejar o dia seguinte com o máximo de calma, sem pensar que é impossível cair no sono, mas surpresa por me sentir flutuar para longe, levada pela força dos remédios, que funcionam tão bem quanto o encanto de uma bruxa. Estou com medo de que, nos meus sonhos, você também esteja à minha espera" P.196




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5 romances de época para ler

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Romances de época fazem parte de um gênero literário que parece conquistar mais e mais leitores a cada dia que passa. Acho que nunca vi tantos livros desse tipo nas prateleiras como nos últimos tempos. Pensando em indicar alguns bem legais, convidei minha amiga Bruna Curi do blog Escritora Whovian para escolher alguns e escrever esse guest post.
A Bruna tem o blog há algum tempo e é um dos meus favoritos. Sempre que posso dou uma olhada nos posts novos dela (uma salva de palmas pra uma blogueira que consegue atualizar com frequência sem perder a qualidade) para conferir o que ela anda lendo e assistindo.
Aproveitem as dicas valiosíssimas da Bruna e me contem se vocês têm mais romances de época na lista de favoritos!



1) APRENDENDO A SEDUZIR – PATRICIA CABOT
Esse foi um dos primeiros romances de época que eu li e sempre que tenho oportunidade gosto de relê-lo (acho que nunca vou me cansar dessa história). A trama se passa em Londres no século XIX e mostra o dilema da Lady Caroline Lindford: seu noivo está lhe traindo. Cancelar o casamento não é uma opção válida e Caroline não está disposta a causar um escândalo. Ela resolve buscar ajuda com Braden Granville, que é conhecido por ser um dos homens mais sedutores de Londres. Braden começa a dar aulas de sedução para Caroline, mas o que eles não imaginam é que professor e aluna irão se aproximar muito mais do que o esperado.
A escrita da Patricia Cabot (pseudônimo usado por Meg Cabot) é muito envolvente e a química entre os personagens é enorme! “Aprendendo a Seduzir” é um livro que marcou a minha adolescência.

“Durante um baile, Lady Caroline Linford abre a porta de um dos cômodos e flagra seu noivo, o marquês de Winchilsea, nos braços de outra mulher.
Para a sociedade vitoriana do século XIX, tais escapulidas masculinas eram normais, e cancelar o casamento seria impensável. O jeito, decide a jovem, é aprender a ser, ao mesmo tempo, a esposa e a amante, para que o marquês nunca mais tenha de procurar outra mulher fora do lar. Por isso, resolve tomar lições - teóricas, claro - sobre a arte do amor com o melhor dos professores: Braden Granville, o mais notório libertino de Londres.
Logo nas primeiras aulas começam a voar faíscas e as barreiras entre professor e aluna caem.
Escrito por Meg Cabot, sob seu pseudônimo, esse romance vai mostrar que o amor escolhe seus próprios caminhos, sempre imprevisíveis.”


2) E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE – JULIA QUINN
Não posso falar sobre romances de época sem citar a Julia Quinn, ela acabou se consagrando nesse meio com os livros da série “Os Bridgerton” e o “Quarteto Smythe-Smith”. Como sou uma grande fã dessa série escolher apenas um livro foi uma tarefa complicada, afinal de contas todos são muito bons (recomendo todos)! Mas como posso escolher apenas um, o livro que me mais marcou foi: “E Viveram Felizes Para Sempre”, o último volume da série dos Bridgerton. O que eu mais gostei desse livro é que ele reúne 8 contos mostrando a vida de todos os membros da família Bridgerton. Para mim essa foi uma grande maneira de encerrar essa saga, sem contar que foi algo totalmente diferente do que a Julia Quinn vinha fazendo nos livros anteriores.

“Alguns finais são apenas o começo...
Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos...
Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza.
Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes?
A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton.
Veja como tudo começou e descubra o que veio depois do fim desta série que encantou leitores no mundo inteiro.”



3) PERDIDA – CARINA RISSI
Essa é outra série que eu amo, mas se eu tenho que escolher apenas um é “Perdida”, o livro onde tudo começou. Todo mundo sonha em encontrar o amor verdadeiro, a sua cara metade, não é? Esse é o caso de Sofia, uma garota comum do século XXI. O que ela não conseguia imaginar era que iria encontrar o seu verdadeiro amor nos braços de Ian Clarke, um rapaz do século XIX. Vemos os personagens lutando para poder viver esse amor, algo tão grande e profundo que é capaz de superar as barreiras do tempo.

“Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo e lindo Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...”

4) A VIAJANTE DO TEMPO (OUTLANDER #1) – DIANNA GABALDON
Esse é outro romance de época que envolve uma viagem temporal (a personagem Clai está vivendo no ano de 1945 quando é transportada para a Escócia em 1743, através da Craigh na Dun, o círculo de pedras), mas diferente dos livros da Carina Rissi, a série da Dianna tem um tom um pouco mais sombrio. Durante a trama acompanhamos os conflitos entre os escoceses e os ingleses, vemos Claire se esforçando para se adaptar nessa nova época e o seu grande dilema: voltar para Frank, o seu marido, ou deixar-se envolver com Jaime, um jovem guerreiro escocês. A história desse livro é tão envolvente que eu li ele em uma questão de poucos dias, e algo que eu achei interessante foi ver que a série Outlander (está disponível na Netflix, não perde mais tempo e vai logo assistir) está se mantendo extremamente fiel aos livros!

“Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.
Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?”


5) BELGRAVIA – JULIAN FELLOWES
E eu não podia acabar essa lista sem falar de um dos meus queridinhos: “Belgravia”, de Julian Fellowes. A trama é dividia em duas partes: Bruxelas (1815) e Londres (1840). Esse foi o meu primeiro contato com a obra de Fellowes e foi totalmente surpreendente, o autor criou uma história muito bem estruturada, com relações sólidas entre os personagens e um plot twist incrível! O livro mostra a relação entre duas famílias e como um grande segredo irá mudar essas relações, e enquanto novos amores vão surgindo algumas traições acontecem.

“Uma nova saga histórica, fascinante e irresistível, repleta de segredos e escândalos
Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington.
Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala.
No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square.”



E aí? Gostaram das indicações de romances de época da Bruna? Já conheciam algum desses títulos? Não deixe de nos contar nos comentários! Ah! Quer ficar por dentro de todos os posts do Nostalgia Cinza? Então assine a newsletter! É só colocar seu email, prometo não encher sua caixa de entrada <3

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