Palavras perdidas


Hoje voltei a escrever. Não sei bem o que aconteceu. Peguei uma caneta velha que estava jogada no canto da mesa e voltei a rabiscar algumas palavras num papel meio amassado, meio rasgado que encontrei em baixo de alguns livros. Pareceu apropriado.
Não sei há quanto tempo estava engasgada com palavras que simplesmente não queriam sair de mim. Parece que enquanto tudo o que eu mais queria era colocar no papel sentimentos e angústias que me sufocavam, tudo o que as palavras precisavam era do meu mais completo silêncio.
É uma sensação de despertencimento enorme quando algo que você sempre fez tão naturalmente se torna quase que um suplício. Eu, que sempre tive as palavras como melhores amigas, me vi encarando dezenas de páginas em branco sem saber como preencher espaços vazios. Eu, que sempre senti prazer inventando versos e imaginando cenários, me vi presa a uma realidade que não mostrava nada além do que estava bem na minha frente. Eu, que vivia escrevendo e escrevia a vida, não disse mais nada por um tempo. E, assim como minhas palavras, me calei.
Não sei bem explicar a falta que me fez despejar pensamentos, principalmente aqueles que rabisco com urgência e escondo em bolinhas de papel no fundo de minha gaveta secreta. Quando é tão difícil se sentir parte de algo e saber que existe um pedaço de si que encontrou um propósito, a gente quer se agarrar com unhas e dentes à tudo aquilo que traz uma paz interior, por menor que seja. E quando isso vai embora... é como se todo aquele esforço para fazer sentido já não tivesse mais razão de ser.
Quando as palavras me deixaram me senti desamparada, confusa e solitária. Elas se foram sem aviso prévio, sem explicações, sem razão. Quando dei por mim já não conseguia preencher uma linha em nome da emoção. Então é assim que se sentem aqueles que não conseguem transformar uma dor numa poesia? É assim que se sentem aqueles que não conseguem materializar um sentimento? É assim que se sentem aqueles que não conseguem rasgar o próprio peito e pintar de vermelho uma folha em branco?
Escrever é uma das poucas coisas que me fazem sentir que existe beleza em tanta coisa ruim que faz questão de bater à porta. Escrever é transformar em arte aquilo que poderia ser visto com escárnio.
Durante algum tempinho eu me senti meio vazia. Como se tudo aquilo que eu continuava a sentir não tivesse mais para onde ir. Porque não me faltava emoção, ah, isso nunca falta. Mas eu não sabia o que fazer com as sensações que continuavam a agitar meu peito. Quantas vezes eu me vi sentada olhando para o computador enquanto o cursor debochava de mim? 
Me perdi em todos os momentos em que esquentei um chá, abri meu caderno favorito, peguei uma lapiseira novinha e continuei do mesmo jeito que comecei. Com a única diferente que o chá havia esfriado. Até o bloco de notas do meu celular já não era mais atualizado há semanas. Nem uma frase, nem um haicai, nem uma palavra inventada. Por algum tempinho toda a minha criatividade e inspiração se resumiram a incontáveis documentos em branco e uma frustração sem tamanho. Me senti perdida e, confesso, sozinha.
Passei a acreditar que eu nunca mais seria capaz de escrever uma lauda mantendo minha sanidade intacta. Em pouco tempo todos aquelas certezas de que eu logo publicaria um livro viraram sonhos distantes e inalcançáveis. Até um poeminha de canto de página já se fantasiava de dementador. E por um tempo eu simplesmente desisti. Depois de tanto me frustrar com o abandono das palavras eu deixei de tentar lhes dar forma. E por um tempo eu fiquei assim, perdida em pensamentos e sem conseguir formular uma frase a respeito do que se passava em minha cabeça. Foi um período quieto e solitário. Incompleto.
Então hoje, enquanto estava absorta em uma tarefa qualquer, senti minha mão tentando alcançar aquela caneta que falhava a cada sílaba e me peguei rabiscando aquele papel esquecido embaixo de coisas mais importantes. Eu estava escrevendo, libertando pensamentos em letras cursivas e me sentindo eu de novo, como há muito tempo não sentia.
Quando percebi já estava virando uma página e minha mão continuava a se mexer sobre a folha de papel. O calorzinho no peito veio aos poucos, pedindo licença e limpando os pés antes de entrar. Como um velho amigo que passa um tempinho fora e traz consigo histórias para contar, as palavras voltaram para casa, voltaram para mim.
Acho que me encontrei de novo.

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10 livros para ler no natal

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Chegou a melhor época do ano e é impossível não querer mergulhar de vez no espírito natalino, certo? E nada melhor do que aproveitar o começo das férias para colocar uma música de natal e ler alguns livros que abordam essa temática maravilhosa. O que não falta é opção e reuni em apenas um post 10 livros para ler no natal para você entrar no clima da melhor forma possível!
São 10 livros com a mesma temática, mas completamente diferentes para agradar todos os tipos de leitores. Tem romance, coletânea de contos, suspense, biografia, cartas, histórias infantis e muito mais! Pra não ter a desculpa de que não existe livro de natal que te interesse ;)


O PRESENTE DO MEU GRANDE AMOR - Organização por Stephanie Perkins
"Se você gosta do clima de fim de ano e tudo o que ele envolve, presentes, árvores enfeitadas, luzes pisca-pisca, beijo à meia-noite, vai se apaixonar pelo livro. Nestas doze histórias escritas por alguns dos mais populares autores da atualidade, há um pouco de tudo, não importa se você comemora o Natal, o Ano Novo, o Chanucá ou o solstício de inverno. Casais de formam, famílias se reencontram, seres mágicos surgem e desejos impossíveis se realizam. O pessimismo não tem lugar neste livro, afinal o Natal é época de esperança."

DEIXE A NEVE CAIR - John Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle
"Na noite de natal, uma inesperada tempestade de neve transforma uma pequena cidade num inusitado refúgio romântico, do tipo que se vê apenas em filmes. Bem , mais ou menos. Porque ficar presa à noite dentro de um trem retido pela nevasca no meio do nada, apostar corrida com os amigos no frio congelante até a lanchonete mais próxima ou lidar sozinha com a tristeza da perda do namorado ideal não seriam momentos considerados românticos para quem espera encontrar o verdadeiro amor.
Mas os autores bestsellers John Green , Maureen Johnson e Lauren Myracle revelam a surpreendente magia do Natal nestes três hilários e encantadores contos de amor , interligados, com direito a romances, aventuras e beijos de tirar o fôlego."

UM CONTO DE NATAL - Charles Dickens
"'Um Conto de Natal' do britânico Charles Dickens (1812-1870) é uma das histórias mais famosas da literatura ocidental. O enredo nos traz a figura de Ebenezer Scrooge, um avarento homem de negócios londrino, rabugento e solitário, que não demonstra um pingo de bons sentimentos e compaixão para com os outros. Scrooge não deixa que ninguém se aproxime e rompa a sua dura carapaça, preocupando-se apenas com os negócios, o dinheiro e os lucros. No anoitecer frio da véspera natalina, ele é visitado pelo fantasma de Jacob Marley (seu antigo sócio comercial, morto há sete anos) que o repreende e anuncia que Scrooge se prepare, pois será visitado por três espectros do seu próprio passado, presente e futuro... A história da redenção do velho Scrooge vêm comovendo adultos e crianças de todas as épocas."

CARTAS AO PAPAI NOEL - J. R. R. Tolkien
"Todo mês de dezembro, um envelope com um selo do Polo Norte chegava para os filhos de J. R. R. Tolkien. Dentro dele, uma carta escrita à mão com letra trêmula e estranha e um lindo desenho colorido. Isso tudo era do Papai Noel, narrando histórias incríveis sobre a vida no Polo Norte. Desde a primeira carta para o filho mais velho, em 1920, até a comovente última carta para a caçula, em 1943, este livro reúne todas as memoráveis cartas e desenhos que Tolkien fez para os filhos em uma edição primorosa."


MILAGRE NA RUA 34 - Valentine Davies
"Milagre na Rua 34 é um livro inspirador, que conta a história de uma menina que foi criada para não acreditar em milagres. Mas quando aparece em sua cidade um velhinho que afirma ser o verdadeiro papai noel, seu ponto de vista se transforma completamente."



COMO O GRINCH ROUBOU O NATAL - Dr. Seuss
"Do alto de uma montanha,
De dentro de uma gruta grinchenta,
Alguém abomina o Natal.
O velho Grinch passava mal
Só de pensar na armação dessa festa.
Mas, este ano tudo deverá ser diferente,
Pois nosso personagem resolveu
Alterar a programação...
O que será da Quem-Lândia e do Grinch?
O que será do Natal,
Após uma grande Quem-fusão?"

DOM DE NATAL - Nora Roberts
"Após 10 anos longe de sua cidade, o jornalista Jason Law retorna para New Hampshire sob a égide do filho pródigo. Ele agora pensa em somente uma coisa: reencontrar Faith Kirkpatrick, seu primeiro amor, e sua primeira decepção na vida... Mas talvez ela não tenha mais tempo para Jason... A não ser que, inspirada pelo espírito natalino, crie coragem para tornar realidade seu maior desejo...
Nosso pedido de Natal Os gêmeos idênticos Zeke e Zach tinham somente um pedido para Papai Noel: uma nova mãe! Ao conhecerem a srta. Dayse, a nova professora de música, mal podiam acreditar em tamanha sorte. Por outro lado, convencer o pai deles, Mac Taylor, poderia ser muito mais difícil do que imaginavam. Será que Zeke e Zach ganhariam o presente que tanto queriam?"

PAPAI NOEL, UMA BIOGRAFIA - Gerry Bowler
"Uma biografia reveladora sobre o personagem fictício mais influente e popular em todo mundo, desde sua origem obscura como descendente de são Nicolau até sua fascinante transformação na figura alegre que conhecemos hoje. Bowler demole os mitos que cercam o Papai Noel e a Coca-Cola, e nos revela o que ele tinha a dizer quando foi contratado como garoto-propaganda por fabricantes de armas e por companhias de seguro. Este livro, que é o registro definitivo da vida do velhinho presenteador, nos conta muitas coisas sobre a história da infância e da educação dada pelos pais, sobre o embate entre o comercial e sobre o sagrado poder da memória e da magia."

O EXPRESSO POLAR - Chris Van Allsburg
"Na véspera de Natal, um menino ouve um barulho que vem do lado de fora de casa. Quando ele olha pela janela, descobre que há um enorme trem parado logo em frente: é o Expresso Polar, que irá conduzi-lo numa viagem de sonho e fantasia rumo ao Pólo Norte, residência oficial do Papai Noel. Marcado pela simplicidade da história e pelas magníficas ilustrações de Chris Van Allsburg, "O Expresso Polar" é um clássico natalino que nunca sai de moda, e que, apesar de ter sido lançado originalmente em 1985 e ter vendido milhões de cópias em todo o mundo, ainda hoje, quase vinte anos depois, é o atual nº 1 na lista dos mais vendidos do jornal New York Times."

O NATAL DE POIROT - Agatha Christie
"Véspera de Natal. A reunião da família Lee é arruinada pelo barulho ensurdecedor de móveis sendo destroçados, seguido de um grito agudo e sofrido. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee está morto, numa poça de sangue, com a garganta degolada. Mas quando Hercule Poirot, que está no vilarejo para passar o Natal com um amigo, se oferece para ajudar, depara-se com uma atmosfera não de luto, mas de suspeitas mútuas. Parece que todos tinham suas próprias razões para detestar o velho..."

Viu como não faltam opções para deixar seu natal ainda mais especial? Que essas dicas literárias tenham sido úteis e que esses 10 livros para ler no natal deixem a sua estante ainda mais bonita e especial <3



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Resenha: Jogo de Espelhos



Jogo de Espelhos é o livro de estreia de Cara Delevigne no mundo da literatura. Com suspense ela surpreende os leitores e traz uma narrativa divertida, inusitada e que foge aos clichês adolescentes. Uma leitura pra sair da ressaca literária. 
Quer saber o que achei do livro? Então confira a resenha de Jogo de Espelhos:

“Naomi, Rose, Leo e Red são adolescentes enfrentando aquela fase em que se relacionar no colégio é tão difícil quanto encarar os próprios problemas. Red tem uma mãe alcoólatra e um pai ausente; o irmão de Leo está na prisão; Rose usa sexo e drogas para mascarar traumas antigos e Naomi se esconde atrás de peruca e maquiagem pesada.
Quatro adolescentes tão diferentes viram melhores amigos quando são obrigados a formar uma banda. O que era uma tarefa chata vira a famosa e popular Mirror, Mirror. Através da música, eles encontram um caminho para encarar o mundo de outra forma.
Mas tudo desmorona quando Naomi some misteriosamente e é encontrada, dias depois, entre a vida e a morte. O acidente desestrutura a banda e, consequentemente, a vida de todos. A sólida relação de amizade que eles achavam estar construindo tinha uma rachadura, e tudo o que restam são dúvidas e vazios. O que aconteceu com Naomi? Foi um acidente ou um ataque? Por que ela fugiria e deixaria a banda para trás? Por que esconderia segredos dos seus melhores amigos? Para desvendar o mistério por trás dessa história, Red e os amigos entram em uma investigação que vai desenterrar seus próprios segredos obscuros e fazê-los confrontar a diferença entre o que eles realmente são de verdade e a imagem que passam para o mundo.
Em seu romance de estreia, a modelo e atriz Cara Delevingne revela mais um talento ao apresentar um olhar fresco e sagaz sobre questões atuais da juventude: amizade, bullying, identidade, gênero, transtornos emocionais, a influência perigosa das mídias sociais nas relações e o poder destruidor da imagem."






FICHA TÉCNICA 
Título: Jogo de Espelhos
Autoras: Cara Delevingne, Rowan Coleman
Ano: 2017
Páginas: 304
Idioma: Português
Editora: Intrínseca
Nota: 3/5
Compre: Amazon
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LIVRO CEDIDO PELA EDITORA




Jogo de Espelhos é um livro cuja história é bastante interessante, com uma temática atual e que foge aos clichês adolescentes muito comuns no gênero New Adult. O enredo tem começo, meio e fim muito bem delimitados e com uma boa divisão ao longo da narrativa. As autoras não se estenderam excessivamente em nenhuma parte da história, toda a narrativa corre muito bem e é fácil passar as páginas. A leitura não se torna entediante em nenhum momento, o que é um ponto forte e muito positivo, ainda mais quando se leva em conta que é um livro de estreia para Cara Delevigne. O desenvolvimento também é feito sem enrolações e sem desfechos muito inacreditáveis e fora do real.
Fiquei surpresa com a escrita da Cara Delevigne e com sua estreia no mundo da literatura. É impossível não ficar receosa quando uma celebridade decide se aventurar em um ramo completamente diferente do seu habitual, mas acredito que Cara conseguiu fazer isso bem. Ambas as autoras conseguiram escrever um livro interessante para o público jovem, bem elaborado e fica claro que houve um trabalho por trás da ideia do livro.


“Finalmente, deixo que ele me abrace, pressionando o lado dolorido do meu rosto na camisa dele, e choro, porque estou triste, porque senti tanta saudade dele e, mais do que tudo, porque senti saudade de como ele me passava uma sensação de segurança, algo que eu não sinto há muito tempo." p.236 

A tradução de Jogo de Espelhos merece um parágrafo especial. É difícil encontrar livros estrangeiros que abordam a temática adolescente com diálogos reais e perfeitamente críveis. A tradução conseguiu ressaltar a temática do livro com gírias e expressões extremamente atuais e cabíveis no contexto da história. Não ficou nada forçado ou desatualizado, é possível sentir como se estivéssemos observando uma interação real de adolescentes reais do nosso tempo. Todas as expressões usadas são plausíveis. Raramente faço menção ao tradutor, então gostaria de deixar aqui esse comentário positivo.
A diagramação do livro também merece um parágrafo à parte. Foram acrescentados, ao longo das páginas, trechos de músicas da banda Mirror Mirror como se tivessem sido tiradas de fóruns online; também foram incluídos trechos de conversas de aplicativos em uma formatação diferente imitando uma tela de conversa; prints de supostas fotos e comentários do Instagram também foram acrescentados etc. Todo o livro foi feito para que o público jovem pudesse se identificar da melhor forma possível com a realidade. Esses detalhes, além de contribuírem para que o livro seja visualmente interessante, ajudam a tornar a leitura ainda mais dinâmica, fluida e divertida. São esses itens que quebram a narrativa, prendem o leitor e faz com que passar as páginas seja algo espontâneo e ainda mais natural.






Entretanto, o livro tem alguns pontos que deixaram bastante a desejar. O enredo não é muito complexo e não vai além do que promete. O suspense poderia ter sido bem mais explorado e os personagens também. As autoras pensaram em personagens complexos e profundos com dilemas que fogem aos clichês tradicionais dessa faixa etária, mas não exploraram esse potencial a fundo. Gostaria de ter tido mais contato com esse lado mais humano, real e imperfeito. Cada um dos integrantes da banda poderia ter tido mais destaque e seus dilemas também.
A sensação é que o livro apenas explora a superfície de todos os temas que aborda, ele não mergulha a fundo em nenhum. Nem o assédio, a pedofilia, o alcoolismo, o uso de drogas para esquecer abusos, o preconceito com relação à homossexualidade de um dos personagens etc. É um livro com problemas reais que merecem reconhecimento, mas que não são explorados ou bem trabalhados. Tudo se resolve com facilidade e alguns sérios conflitos ficam em segundo plano e parecem perder sua magnitude. Mesmo sendo voltado para o público adolescente, senti que essas temáticas poderiam ter sido melhor trabalhadas. Ficou a sensação de que faltava alguma coisa, como se alguns desses problemas não merecessem tanto destaque em meio à narrativa.



“Não consigo explicar a sensação de ver aquelas palavras e emojis preenchendo a tela do meu celular mais uma vez, depois de vinte e quatro horas de um silêncio destruidor. Antes do meu aparelho vibrar embaixo do travesseiro, eu nem estava dormindo de verdade, só de olho fechado, com a cabeça a mil no escuro. E, então, Rose apareceu e ficou tudo bem.." p.180 


Jogo de Espelhos é uma leitura divertida e que atende bem seu público-alvo, mas não é marcante e deixa a desejar. Para aqueles que procuram um livro para sair de uma possível ressaca literária, mas sem tirar o leitor de qualquer zona de conforto e aprofundar em temáticas sérias. É um daqueles livros para se divertir sem precisar refletir muito a respeito da leitura.

Se você gostou da resenha e quer saber mais sobre minha última leitura da Intrínseca, confira a resenha de O curso do amor!

“Meus olhos ardiam, minha boca estava seca, meu coração batia acelerado. Não queríamos ir para casa, mas o que poderíamos fazer? Não havia para onde ir.
- Por que agora? - Perguntou Rose. - Estava tudo bem, cara. Ela estava bem, feliz. Tipo, por que agora?" p. 9



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