Resenha: Buracos negros

Desde que li Uma breve história do tempo pela primeira vez, fiquei de olho em todo lançamento que tivesse algo relacionado ao Stephen Hawking. Apesar dos livros tratarem de física teórica e outros assuntos complexos, a forma com que são abordados é extremamente didática e simples de entender. Buracos negros é um dos últimos lançamentos da Intrínseca e trata de um dos assuntos mais interessantes analisados por Stephen Hawking.
Em palestras emblemáticas, o lendário físico discorre sobre as complexidades que cercam um dos mais fascinantes mistérios do universo
Em 2016 Stephen Hawking participou da série de palestras BBC Reith Lectures, promovida pela rede de televisão britânica BBC e transmitida pela rádio BBC 4. A cada ano uma figura proeminente em sua área é convidada a discorrer sobre temas relevantes. Naqueles meses de janeiro e fevereiro, Hawking falou sobre um assunto que há décadas ocupa lugar de destaque em suas pesquisas: os buracos negros.
Em duas exposições memoráveis, um dos maiores gênios da atualidade argumenta que, se pudéssemos compreender como os buracos negros funcionam e como eles desafiam a natureza do espaço e do tempo, seríamos capazes de desvendar os segredos do universo. Insights de toda uma vida são apresentados com a lucidez e a já conhecida verve cômica de Hawking, acrescidos de notas explicativas que situam o leitor nos trechos mais cruciais.
Enquanto a maioria dos especialistas se conforma com o fato de trabalhar com temas praticamente ininteligíveis para o público geral, Stephen Hawking tomou para si o papel de grande paladino da divulgação científica — e nesse pequeno livro, mais uma vez, extrapola todas as expectativas.

FICHA TÉCNICA


Título: Buracos negros

Autor: Stephen Hawking

Ano: 2017

Páginas: 62

Idioma: Português

Editora: Intrínseca

Nota: 4/5





Buracos negros é um livro muito pequeno. Com 62 páginas, é um daqueles livros para ler em uma sentada. Por ter uma linguagem extremamente fácil e didática, é divertido tentar entender alguns dos assuntos que antes pareciam indecifráveis.
O livro contempla duas palestras que Stephen Hawking deu para a BBC Reith Lectures em 2016. Além dos discursos, o livro contém introdução, apêndice e notas ao longo de todo o livro escritos por David Shukman, editor de ciências da BBC News. Como Shukman possui muita experiência em cobrir assuntos científicos e ambientais, o livro fica ainda mais completo. As notas se baseiam em relações com outros cientistas, experimentos que marcaram a história da ciência e explicações ainda mais didáticas sobre termos ou teorias citadas por Hawking.

Dizem que às vezes a realidade é mais estranha que a ficção. Em nenhum lugar isso é mais verdadeiro que no caso dos buracos negros.

É sempre difícil escrever uma resenha sobre um livro que aborda assuntos tão técnicos e complexos para o leitor leigo. Eu que o diga. Exatas nunca foi minha área de interesse, então o fato de ter lido Uma breve história do tempo, O universo numa casca denoz e me interessado por Buracos negros diz muito sobre os livros. Desde que li Uma breve história do tempo, fiquei muito interessada pela temática dos buracos negros e esse livro me ajudou bastante a compreender mais a respeito. Não é um livro referência no assunto, sua simplicidade e tamanho não deixam muito espaço para quem quer se aprofundar muito, mas é uma leitura agradável e esclarecedora.
As explicações são completas e fáceis para qualquer leitor que esteja interessado em aprender um pouco mais sobre os buracos negros. É uma leitura essencial para qualquer um que tenha interesse em aprender um pouco mais sobre o universo que vive e temas que intrigam os maiores cientistas do mundo.
Stephen Hawking é um dos cientistas mais conhecidos e adorados do mundo e, por seu senso de humor mostrado nos livros, fica fácil entender o porquê. Buracos negros é uma leitura rápida, interessante e única para todos os curiosos de plantão.

Tudo sobre Stephen Hawking é fascinante: a provação de um gênio preso em um corpo enfermo; o leve sorriso iluminado o rosto em que apenas um músculo se mexe; a voz robótica inconfundível que nos convida a partilhar do júbilo da descoberta conforme sua mente perambula pelos recantos mais estranhos do universo. Contra todas as possibilidades, essa figura notável transcendeu as fronteiras comuns da ciência. Seu livro Uma breve história do tempo vendeu surpreendentes 10 milhões de exemplares em todo o mundo. Participações em famosas séries de comédia na TV, convites para a Casa Branca e um aclamado filme sobre a vida de Hawking ratificaram sua condição de celebridade. Ele se tornou nada menos que o cientista mais famoso do mundo.”

Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Então não esqueça de deixar uma curtida ou um comentário ;)

Aconteceu naquele verão


O cheiro salgado da brisa do mar era como uma lufada de ar fresco que ela há muito tempo não sentia. Os minúsculos grãos de areia escorriam pela sua pele como ousados pontinhos dourados. A sensação era esfoliante e agradável. O grosso tapete de areia em baixo de seu corpo ameaçava engoli-la a qualquer momento.
Ela mantinha o olhar na sua esquerda, com a cabeça descansando em uma pequena saída de praia dobrada para servir de travesseiro. Tudo parecia estar no mais perfeito lugar.
Ela adorava o mar, era uma realidade tão distante que ela tentava aproveitar cada segundo quando tivesse oportunidade. Gostava de observar as pessoas se entretendo com esportes na areia, se divertia com as quedas daqueles que estavam aprendendo a surfar, observava o comportamento tímido e receoso de casais se conhecendo. Ela gostava de ver o mundo girando, a vida acontecendo diante dos seus olhos. Gostava da sensação de se recolher um pouco e se tornar uma mera observadora do mundo. Ela estava sentada debaixo de um guarda sol perfeitamente posicionado para proteger-lhe todo o corpo.
Um garoto que não devia ter mais que cinco anos se divertia correndo atrás das ondas e fugindo quando eram elas que o perseguiam. Há uma curta distância sua mãe o observava atentamente com um sorriso tranquilo. De vez em quando ele voltava correndo para lhe contar as pequenas e incríveis aventuras que vivenciava e ela apenas sorria e assentia.
Um movimento chamou sua atenção pela visão periférica. Uma pequena formiga se aventurava pelo deserto de areia movendo as minúsculas patinhas de forma quase hipnotizante. Ela não conseguia tirar os olhos do bichinho que era pouco maior que os grãos que cobriam aquele tapete dourado. Quando a formiga sumiu de vista, ela estendeu o braço esquerdo até o ponto em que a sombra não mais a alcançava.
Poucos instantes depois ela já começou a sentir uma onda de calor acariciando sua pele nua. Ela moveu as mãos um pouquinho tentando cobrir o seu braço todo de luz.
O barulho das ondas de quebrando na areia, o calor do sol acariciando sua pele, o gosto de sal na ponta de sua língua, aquilo era verão pra ela.
- Ei - Uma voz grossa a chamou.
Ela virou o rosto para baixo, para a voz tão familiar que lhe chamava.
Ele estava deitado com a cabeça em seu colo e a toalha que antes servira de escudo para o vento que castigava, agora estava jogada na areia.
Ela sorriu e passou uma mão por sua testa, tirando alguns fios de cabelo de seus olhos. Ele olhava para ela com os olhos entreabertos, com aquela cara amassada de sono. Mesmo daquele jeito ela achava que era o homem mais lindo do mundo.
- Olá - ela sorriu apaixonada.
- Quanto tempo eu dormi? - ele perguntou com a voz rouca mais deliciosa de todas.
- Uns quarenta minutos - ela respondeu.
Ele se espreguiçou um pouco e se aninhou mais no colo dela. Ergueu a mão e acariciou seu rosto com carinho. Com uma mão, ela manteve a dele ali, em sua bochecha. Beijou a palma da mão dele com suavidade.
Ela estava enganada.
O barulho das ondas de quebrando na areia, o calor do sol acariciando sua pele, o gosto de sal na ponta de sua língua. E ele. Bem ali com ela, naquele momento, daquele jeito. Aquilo sim era verão. Aquilo sim era amor.

RECADO MAIS QUE ESPECIAL: Chegou ao fim a semana de Aconteceu naquele verão e pensei que não teria forma melhor de encerrar esses cinco dias de posts do que com um mini conto muito especial pra mim. Espero que tenham gostado da semana de posts diários, foi um desafio enorme conseguir me programar direitinho e escrever os posts do jeito que eu queria. Me conta qual dos posts você mais gostou e porque, vou adorar saber. Espero que todos estejam tendo dias maravilhosos de verão. Muitas energias positivas e, claro, muito amor pra todo mundo <3

Aconteceu naquele verão: Autor favorito da coletânea

+1

Estamos chegando ao fim da semana de Aconteceu naquele verão e no penúltimo post vim falar um pouquinho do meu autor favorito da coletânea. No caso, autora favorita.
O presente do meu grande amor foi a primeira coletânea de contos temáticos que li da Intrínseca e a primeira organizada por Stephenie Perkins. Sou apaixonada pela época do natal e lembro que meu conto favorito foi justamente um da Stephenie Perkins. À medida que ia passando as páginas de Aconteceu naquele verão, me deparei com o conto Em noventa minutos, vá em direção a North. Nem reparei na semelhança dos nomes dos protagonistas, mas me encantei pela história dos dois jovens. Notei algumas familiaridades com seu jeito gostoso de escrever e que surpresa eu tive quando busquei O presente do meu grande amor na minha estante e descobri que a autora era a mesma?
Entre as sempre-vivas, surgiram os primeiros vaga-lumes da noite. Piscaram à luz fraca do sol poente, um lembrete de que a luz era algo que sempre retornava.

Stephenie Perkins se tornou minha autora favorita da coletânea por um motivo muito simples: sua forma leve e cativante de contar histórias. Ela consegue fazer a narrativa girar em torno de dois personagens sem tornar a história enjoativa. Ambos os contos são muito gostosos de ler, me senti envolvida pelo romance inocente e sutil de Marigold e North.
Em Aconteceu naquele verão Marigold vai atrás de North com a desculpa de que precisa de alguém para dividir o apartamento por razões financeiras. O casal havia se separado por motivos que Marigold não conseguia entender. O reencontro dos dois numa estação de esqui em pleno verão é o suficiente para fazer com que Marigold e North precisem repensar escolhas e sentimentos.

Uma voz se elevou acima da multidão, amplificada por um pequeno alto-falante antigo. Sentiu um calafrio ao reconhecê-la. A voz de North era a primeira coisa a ser notada.

Além das duas coletâneas organizadas por Stephenie Perkins, a autora tem outro livro publicado pela Intrínseca: Isla e o final feliz. Desnecessário dizer que depois de me encantar duas vezes pela mesma autora fiquei curiosa para ler uma história completa, né? ;)


E você Já leu o livro? Qual é o seu autor favorito da coletânea? Não deixe de me contar nos comentários <3
RECADO MAIS QUE ESPECIAL: Do dia 06/02 até 10/02 a Intrínseca está promovendo a semana do livro Aconteceu naquele verão e o Nostalgia Cinza vai participar. O que isso significa? Que durante essa semana vai ter post todos os dias no blog! Cada dia vai ao ar um post diferente com a temática do livro e/ou do verão. É a primeira vez que decido participar de uma semana assim e estou ansiosa. Pretendo fazer de 2017 um ano incrível para o Nostalgia Cinza e um desafio divertido e inusitado pra mim parece ser uma boa forma de provar isso. Não vou contar sobre o que serão os posts, mas prometo tentar fazê-los divertidos, leves e revigorantes como o verão. Hoje contei porque Stephenie Perkins é minha autora favorita da coletânea, qual será o próximo post? Espero te ver aqui de novo amanhã para o último post ;)

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