6 livros para curtir o friozinho

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            O inverno chegou pra gente e nada melhor do que aproveitar esse tempo para ficar enrolado nas cobertas com uma xícara de café na mão e um bom livro, não é mesmo? Pensando nisso, decidi fazer um post curtinho, mas bem útil, com 5 livros para curtir o friozinho, para quem está procurando boas indicações nessa época maravilhosa.

Tentei variar bastante nas opções para que todo mundo possa encontrar pelo menos um livro que pareça interessante e agrade. E ah! Gostou de algum desses livros e gostaria de tê-lo? Entra na Amazon por esse link e complete ainda mais a sua estante <3

Quer saber quais livros eu gosto de reler nesse friozinho: Então confira:


GELO NEGRO – (Becca Fitzpatrick)

Lembro que li Gelo Negro em uma madrugada porque não conseguia parar de ler desde que virei a primeira página. A mesma autora da série Hush Hush escreveu um suspense muito gostoso de ler com uma pitada de romance à la Becca Fitzpatric.
Uma forte nevasca obriga duas adolescentes a abandonar o carro na estrada e sair em busca de abrigo. Ao encontrar uma cabana com dois homens jovens e atraentes, elas nem imaginam no que aquele encontro pode resultar.
Gelo Negro é um daqueles livros para deixar as noites de inverno mais interessantes e eletrizantes.


PAX (Sara Pennypacker)

Pax é um daqueles livros para deixar o coração apertado de esperança e tristeza ao mesmo tempo. O livro conta a história de Peter, um menino de doze anos, e Pax, sua raposa de estimação. Com a guerra cada vez mais intensa, o pai de Peter obriga o menino a abandonar sua raposa na estrada enquanto rumam à casa do avô, onde Peter irá morar até o pai retornar.

A história gira em torno da tentativa de Peter de reencontrar sua raposa e Pax, abandonado e perdido na natureza, aprendendo a ser uma raposa de verdade e entendendo mais sobre as mãos cruel dos homens no que diz respeito ao mundo.

Pax conta uma história de amizade verdadeira, de amor incondicional e de despedidas. Mostra como o amor é uma arma poderosa que coloca o outro em primeiro lugar. A narrativa vai esquentar seu inverno de esperança.


NOVEMBRO 9 (Colleen Hoover)

Novembro 9 é um livro que li recentemente e que me deixou bem satisfeita. Foi minha primeira leitura de Collen Hoover e não me decepcionei nem um pouco. O livro conta a história de Fallon e Ben que se conhecem no dia da mudança de Ben para Los Angeles. A química entre os dois é tão forte e inegável que eles prometem se encontrar todo ano nessa mesma data até que possam finalmente ficar juntos.

O romance que começa da forma mais doce e inocente de todas começa a revelar segredos do passado de ambos os personagens que faz impossível questionar se eles terão um final feliz. É uma narrativa envolvente e deliciosa de ler. Novembro 9 com certeza vai esquentar as noites frias de inverno. 


PEQUENAS GRANDES MENTIRAS (Liane Moriarty)

Poucas coisas são mais satisfatórias para um leitor do que encontrar um livro que prenda do começo ao fim e que traga uma história surpreendente e cativante. Pequenas grandes mentiras é uma dessas obras-primas que guardamos com muito carinho na estante.

O livro foi tão bem recebido que virou uma série de televisão ainda melhor que o livro – uma raridade. Liane Moriarty conta a história de três mães que precisam se virar para criar seus filhos e lidar com problemas pessoas como divórcio, traumas do passado e violência doméstica. É impossível falar de forma tão resumida a respeito desse livro, então, se quiser, você pode conferir a resenha do blog.

É um livro para ler do começo ao fim de uma vez, devorando as páginas e as histórias. 


A VIDA QUE NINGUÉM VÊ (Eliane Brum)

Eliane Brum é uma jornalista e escritora que todos deveriam conhecer. Conheci seu trabalho quando comecei a faculdade e desde então acompanho suas palavras e pensamentos. Sua coluna no El Pais traz sempre reflexões pontuais e pertinentes de uma forma sentimental e inteligente que só ela é capaz de fazer.

Quando li A Vida Que Ninguém Vê me senti extremamente tocada por sua sensibilidade em contar as histórias reais de pessoas que passam despercebidas por nós todos os dias. Definitivamente é uma inspiração sem igual.

A Vida Que Ninguém Vê é um presente embrulhado em sensibilidade e sutileza. Para as tardes de inverno, poucos livros são melhores que esse. 


ESTRANHERISMO (Zack Magiezi)

Não sei vocês, mas sempre achei o inverno bem poético. Alguma coisa a respeito do clima frio e ao mesmo tempo aconchegante, os dias mais curtos e as noites mais longas sempre me fizeram ficar mais reflexiva.

Pensando nisso, qual dica melhor do que um livro de poesia? Muita gente já conhece o Zack Magiezi pelo perfil no instagram, mas recentemente ele lançou um livro que é um queridinho da minha estante.

Reunindo as famosas notas sobre ela, poemas, reflexões e brincadeiras com as palavras, é o livro perfeito para se agarrar enquanto toma um chá quente, esquenta os pés em meias grossas e aquece o coração com reflexões maravilhosas.


Você também tem uma listinha de livros para curtir o friozinho e pode indicar alguns títulos? Não se esqueça de deixar nos comentários aquele livro que você acha que é a cara do inverno. É sempre bom conhecer livros novos, né?
E, se você gostou desse post, não se esqueça de conferir 3 livros para quem gosta decrônicas e pegar mais algumas indicações bem legais!

Que venham as férias!


Desde que criei o blog, a cada seis meses eu faço uma listinha dessas para me incentivar a fazer coisas incríveis nas férias. É um jeito divertido de me impulsionar a cumprir meus objetivos e, como sou uma pessoa que adora fazer listas, gosto de sair riscando ao final das férias e ver o quanto fui produtiva. Manias, né?

Confesso que estou de férias há uma semana e pensei em nem postar essa lista dessa vez. Mas como sempre recebo comentários de pessoas que também fazem listinhas e gostam de tirar algumas ideias para as próprias férias, pensei: por que não?

Sei que muita gente já está entrando de férias também, então espero que se sintam inspirados a fazer coisas legais. Quer conferir o que pretendo fazer nas férias? Olha:


• Doar sangue

• Fazer um passeio legal

• Ir a alguma exposição ou museu

• Fazer muitos trabalhos como freelancer

• Aprender a cozinhar um prato novo

• Marcar todos os médicos que eu preciso

• Ficar um mês com meu namorado

• Fazer dois cursos nas férias e começar um novo

• Participar de um "acampamento de escrita"

• Conseguir atingir minha meta de escrita de julho

• Passar uns dias com meus amigos

• Concluir meu primeiro estágio

• Descobrir um talento novo

• Fazer algo que nunca fiz

• Ler todos os livros da minha pilha de livros pra ler

• Ficar em dia com minhas series

• Começar a assistir House of Cards, Dear White People e The Killing

• Atualizar o blog com frequência

• Conhecer uma editora

• Praticar yoga com regularidade

• Ir à academia e manter minha rotina saudável

• Fazer uma maratona de séries e filmes com meu namorado

• Conhecer um lugar legal com meu namorado

• Fazer outro sorteio no blog

• Assistir a todos os filmes que eu quero no cinema

• Conhecer um restaurante novo e sensacional

• Sair para dançar

• Me sentir realizada

• Aprender algo novo que me faça crescer como pessoa

• Tirar fotos maravilhosas

• Me dedicar mais ao instagram que é algo que gosto

• Começar a postar textos pessoais no Medium

• Decidir o que quero para o próximo semestre

• Me aproximar mais de alguém

• Ser muuuito feliz


*Para fins de direitos autorais, declaro que as imagens utilizadas neste post não pertencem ao blog. Qualquer problema ou reclamação quanto aos direitos de imagem podem ser feitas diretamente com nosso contato. Atenderemos prontamente. Fonte: diana212m.

Quais são os seus planos para as férias? Gostou de algum dos itens da minha lista? Não deixe de me contar aqui nos comentários <3

Resenha: Somos Guerreiras


 
Você se mostra para os outros do jeito que realmente é? Ou tem alguma representante se mostrando por você? Esse é o foco do livro Somos Guerreiras, de Glennon Doyle Melton, uma pequena biografia sentimental e emocionante.
Para mulheres inseguras ou confiantes, receosas ou corajosas, lindas ou bonitas, esse livro é para todas. Quer saber o que eu achei da leitura? Confira a resenha:

“Um marido lindo e atencioso, filhos encantadores, o reconhecimento pelo sucesso profissional. O que mais Glennon poderia querer? A resposta é: mais, muito mais. Ela queria não ter tantas dúvidas, queria se comunicar melhor com o marido, queria apagar de sua história a bulimia e o alcoolismo, queria se encaixar nos padrões... queria que o marido não a tivesse traído e que o casamento não tivesse se revelado uma tábua de salvação tão fracassada.

Mas o que parece a maior das tragédias, acaba se tornando a grande chance de Glennon. A crise conjugal traz à tona seus velhos demônios e a obriga, pela primeira vez, a encarar francamente as questões que antes foram apenas sublimadas. Enquanto todos cobram dela uma decisão sobre o possível divórcio, Glennon se volta para si mesma em busca da própria voz: não a da jovem perfeita que ela um dia quis ser, não a da esposa cujo relacionamento fracassou, não a da mãe abnegada, mas, sim, a voz da mulher de verdade que sempre existiu por trás de todos esses papéis.”

 

FICHA TÉCNICA 

Título: Somos Guerreiras
Autora: Glennon Doyle Melton
Ano: 2017
Páginas: 320
Idioma: Português
Editora: Intrínseca
Nota: 4/5
Compre: Amazon / Saraiva

 


Somos Guerreiras é dividido em três partes definidas de acordo com fases da vida de Glennon. Na primeira ela conta sua história desde o começo, literalmente. Com pequenos comentários sobre seu álbum de bebê, análises de seus primeiros anos e uma visão geral sobre sua infância, ela reflete sobre como padrões de beleza sempre a cercaram mesmo durante o começo de sua vida. Ela fala sobre como isso afetou sua forma de ver o mundo, sua forma de lidar com as pessoas e consigo mesma.

Nas páginas de seu livro, Glennon nos arrasta para sua infância e adolescência conturbadas por conta de medos e inseguranças que a moldaram até se tornar a adulta que é hoje. Ela fala de seu problema com a bulimia desde nova quando percebeu que a sociedade criava uma pressão forte e invisível para que as mulheres fossem magras e perfeitas. Glennon conta como seus problemas foram se tornando casa vez mais presentes e gritantes até se tornar alcoólatra e deprimida.
Ao longo de todo a narrativa, Glennon discorre sobre nossas “representantes”, que seriam as pessoas que fingimos ser, quem mostramos para os outros. Ela aprendeu a usar essa expressão em sua adolescência quando tentava incansavelmente se encaixar nos grupinhos da escola e encontrar seu lugar nesse terreno maldoso e cruel. Sua reflexão a respeito de nossas “representantes” me fez pensar bastante sobre os papéis que nos prestamos a cumprir apenas para sermos mais aceitas por pessoas que realmente não nos conhecem de verdade.
É triste como, com o passar do tempo, nossas “representantes” acabam por tomar nosso lugar e corremos o risco de nos esquecermos de quem realmente somos, do que gostamos de verdade, daquilo que nos faz únicas e especiais.
 
 

“Muito jovem, olhei para esse mundo assustador e concluí que eu era um caso perdido, que era diferente demais para arriscar revelar a minha verdadeira identidade. Eu me sentia fraca demais para sobreviver à dor que sabia ser o preço do amor. Então, eu me escondi.”

 

Já adulta, Glennon decidiu colocar para fora toda a sua angústia e contar sua história de sofrimento e distúrbios. Sem pensar muito ela decide postar na internet um de seus desabafos e, em questão de horas, recebe dezenas de mensagens, compartilhamentos e comentários de mulheres que passam ou passaram pela mesma coisa e se identificaram de alguma forma com as palavras de Glennon.
 
A partir de então ela decide escrever constantemente e suas palavras acabam rendendo um blog popular e um livro de autoria própria.

Nas páginas seguintes ela fala sobre seu problema com os homens, seu relacionamento com os pais e a irmã, seu casamento, sua gravidez, seu constante processo de crescimento pessoal e cura. Glennon escreve de um jeito tão impactante que é difícil não se sentir afetada por suas palavras. Ela escreve sem filtros, mesmo quando fala a respeito de seu marido e de seus pensamentos em relação ao casamento e seus filhos. É impressionante e inspirador acompanhar sua trajetória de lutas diárias.
 


“Achamos que nossa função como seres humanos é evitar a dor, que nossa função como pais é proteger nossos filhos da dor e que nossa função como amigos é acabar com a dor uns dos outros. Talvez seja por isso que nos sentimos fracassados com tanta frequência – porque todos recebemos a descrição errada da função do amor.”

 

É interessante mencionar que, a princípio, pensei que Somos Guerreiras fosse ser um livro de autoajuda e estava curiosa para me aventurar nesse gênero porque ainda não li muitas narrativas semelhantes. Entretanto, o livro nada se parece com autoajuda. Glennon escreveu um livro extremamente pessoal, com choques de realidade a todo instante, um tapa na cara atrás do outro em cada página virada. Ela não dá conselhos ou procura encontrar uma solução milagrosa para o leitor (ou a leitora) que estiver passando pelo mesmo problema. Glennon faz reflexões pessoas de experiências vividas por ela e como cada momento afetou sua forma de ser e de pensar.

Sua narrativa me fez repensar muitos pensamentos que já estavam quase enraizados em minha mente. Glennon procura mostrar que todos carregam dentro de si uma carga emocional pesada e diversa e que é preciso enfrentar nossos demônios para conseguirmos se plenamente felizes.

Somos Guerreiras é um livro extremamente sensível e profundo. Glennon consegue arrancar sua pele e mostrar quem é de verdade e, no processo, nos desperta a vontade de fazer o mesmo.

Se você gostou da resenha e quer conhecer outro livro com uma temática de autoconhecimento, venha conferir a resenha do incrível Uma vida no escuro.

 

“Enquanto todos ao redor desmoronam, as mulheres ficam ao lado dos doentes e cuidam dos fracos, colocam comida na mesa, carregando nos ombros a tristeza, a raiva, o amor e a esperança de suas famílias. Elas continuam presentes, lutando por suas vidas e por sua gente, mesmo quando tudo está contra elas e o peso do mundo está em suas costas. Nunca param de cantar canções sobre a verdade, o amor e a redenção, mesmo diante do desespero. São cocriadoras incansáveis, ferozes e inflexíveis ao lado de Deus, e criam mundos lindos do nada. As mulheres foram Guerreiras esse tempo todo?”

 


Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Então não esqueça de deixar uma curtida ou um comentário ;)

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