Resenha: Real

15:35

Alguns livros, assim como pessoas, surgem como quem não quer nada e acabam te conquistando de vez. Estava fazendo minhas compras literárias quase quinzenais na Saraiva, e “Real” apareceu nas sugestões. A capa, claro, já me conquistou, e quando li a sinopse fui atraída por Remy, o típico herói que adoro.

“Remington Tate tem a reputação de ser um bad boy, dentro e fora. É conhecido também pelo corpo escultural e pelo poder, sexy e selvagem, que emana de cada gota de suor, levando toda e qualquer mulher que o veja a um verdadeiro frenesi. Em seus olhos, brilha um desejo brutal, devastador e real. Brooke, uma especialista em fisioterapia esportiva, é contratada para manter aquele corpo funcionando como uma máquina mortal. Esse parecia ser seu emprego dos sonhos, mas, ao circular pelo perigoso circuito de lutas clandestinas com Tate e sua equipe, Brooke passa a ser dominada por um novo sentimento, um fogo e uma necessidade com os quais ela não sabe lidar. O que começa com um simples flerte pode virar uma obsessão sexual incontrolável. Terríveis segredos serão revelados, e Brooke deverá lutar para manter-se sã, discernindo o que há de real e o que é pura ilusão em seus próprios sentimentos.”

            Gosto de histórias que começam rápido, que te prendem desde o começo, principalmente romances. Para uma história começar devagar e ir se desenrolando aos poucos, o autor precisa ser fantástico para conseguir te prender, e na maioria das vezes isso dá errado e acabo ficando desinteressada bem rápido. Por isso, quando uma narrativa como a de Real aparece, fico bem mais tranquila. A narrativa de Tate e Brooke já começa eletrizante e cativante, os traços da personalidade difícil de Remy já são vistos em sua primeira fala.
            A história se desenvolve bem rapidamente, sem muitos problemas a princípio. Desde o começo, Remy se mostra um homem difícil de lidar, quase uma fera impossível de ser domada. Ele não costuma falar muito de si mesmo e é bem fechado em sua própria violência e escuridão. Já Brooke é mais alegre, aberta e disponível para as pessoas. Ela sabe o que quer da vida e não se fecha em um grupo pequeno de pessoas. É determinada e corajosa, a vida não lhe foi muito amiga.
            Desde o primeiro encontro cara a cara, você sabe que a história de Remington e Brooke será avassaladora. Remington precisa de Brooke praticamente 24 horas por dia e sua obsessão só cresce na medida em que os dois personagens vão se conhecendo melhor e se aproximando mais. Enquanto ele vai se mostrando possessivo, charmoso e extremamente intenso, Brooke se revela encantadora, engraçada e apaixonada.
            Brooke se sente cada vez mais atraída pelo cometa Remington e descobre porque ele é mesmo chamado de Arrebentador. A cada cidade que ela viaja com ele na turnê ela se vê mais atraída por Remy e, inevitavelmente, apaixonada. Remington também não consegue deixar de demonstrar seu carinho por Brooke, e a atração mútua que eles sentem um pelo outro pode mudar todo o jogo.
            A história tem um potencial enorme e me prendeu desde a primeira página. Li o livro em pouco mais de um dia e, assim que terminei, procurei logo a continuação para comprar. Katy Evans é uma boa escritora, apesar de se prender de vez em quando a termos um tanto quanto infantis e pensamentos não muito maduros da parte de Brooke – o livro é narrado em primeira pessoa pela nossa heroína. A narrativa é um pouco voltada demais para a atração que Brooke sente por Remy e senti falta de alguns diálogos mais coerentes. Mas estaria mentindo se dissesse que isso atrapalhou a minha leitura. A narrativa se desenvolve bem rapidamente, a autora não se prende muito a eventos insignificantes ou diálogos desnecessários.
            O final é de partir o coração, só digo isso. Tanto positiva, quanto negativamente. Remington é, de fato, um homem com H maiúsculo que sabe cuidar de sua mulher e do que é dele. Ao longo da leitura, os personagens citam muitas músicas que, para o meu alívio, a autoria citou em forma de lista no começo do livro. Acho isso um bônus e algumas das canções são ótimas, principalmente a “All I Wanna Do Is Make Love To You” da banda Heart, que eu já conhecia na voz da banda Halestorm. Iris, da banda Goo Goo Dolls – com certeza adorada por muita gente – é a trilha sonora da história de Remy e Brooke.
            Real entrou na minha lista de queridinhos pela surpresa com que a narrativa me prendeu e pelo modo como Remy me cativou. Não consegui largar o livro até virar a última página e isso significa alguma coisa. Para aqueles que procuram um romance que prenda, com um herói imperfeito e intenso, Real é a pedida certa.


Real foi escrito por Katy Evans e publicado no Brasil pela editora Novo Século..


  
            Classificação: 5/5 estrelas.

“- Mas o que... – suspiro em confusão, e depois olho para um peito masculino suado, e ergo a vista para aqueles olhos azuis brilhantes. Meus sentidos quase ficam fora de controle. Ele está tão perto que seu cheiro se embrenha em meu corpo como uma injeção de adrenalina.
- Seu nome – ele rosna, ofegante, os olhos selvagens presos nos meus.
- Hã... Brooke.
- Brooke o quê? – ele devolve, as narinas dilatadas.
Seu magnetismo animal é tão poderoso que acho que ele roubou a minha voz. Ele está no meu espaço pessoal, tomado posse dele, me absorvendo, roubando meu oxigênio, e não consigo entender a forma como o meu coração está batendo, a maneira como estou aqui, tremendo com o calor, meu corpo inteiro focado no lugar exato em que sua mão está envolvendo a minha.”

Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Não deixe de comentar!

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