Resenha: Meu

18:38


Se você leu a minha resenha do primeiro livro, Real, sabe que assim que terminei de ler, corri para comprar a continuação do amor de Remy e Brooke. Li o segundo livro ainda mais rápido que o primeiro e algumas coisas mudaram, tanto na história quanto nas minhas opiniões. Essa resenha contém spoilers, então se você não quer saber o que acontece, pare de ler aqui.

“Agora, com a distância e a escuridão entre eles, a única coisa que resta para Brooke é lutar pelo amor do homem que ela chama de “meu”. Na série best-seller REAL, o irrefreável lutador bad boy Remington Tate finalmente encontrou a maior razão pela qual lutar em sua vida, Brooke Dumas. Contratada para mantê-lo em perfeitas condições físicas, a jovem fisioterapeuta conseguiu desencadear um desejo primitivo tão vital em Remington quanto o ar que ele respira... “Remy” simplesmente já não pode viver sem ela. Brooke jamais imaginou que iria se apaixonar tão perdidamente por um homem, e mais, nunca sonhou que ele seria nada menos que a fonte de desejo de toda mulher. Quando tudo parecia caminhar para uma felicidade genuína, Brooke acaba sendo arrancada para longe dos arredores do ringue. Uma perigosa ameaça está à espreita, pronta para derrotar o “Arrebentador” e arrasar tudo em seu caminho no momento em que eles mais precisam um do outro. Mas será que uma última revelação surpreendente conseguirá mudar para sempre o destino desse intenso amor?”

            Tentei fazer uma resenha sem spoilers como costumo fazer, mas seria impossível comentar “Meu” sem mencionar alguns acontecimentos. Se você leu Real, vai querer ler sua continuação e não acho que vá se arrepender, não me arrependi. Mas algumas coisas me chatearam.
            Gostei bastante de ver como o relacionamento de Remy e Brooke evoluiu, é uma delícia vê-los convivendo juntos como um verdadeiro casal. Adoro ler um pouquinho do cotidiano dos personagens que eu gosto e o começo do livro foi exatamente assim. Gostei também de como a história continuou sem deixar para trás acontecimentos que foram essenciais para o primeiro livro, como a luta entre Remy e Scorpion e o ódio que o mesmo carrega.
            Brooke descobre no começo do livro que está grávida e achei um pouco precipitado demais para o desenrolar da narrativa, mas tudo bem, a leitura segue. Tinha expectativas de que Remy se comportaria de outra maneira quando descobrisse que sua namorada estava grávida, achei um pouco estranha a maneira como ele lidou com tudo isso.
            Brooke também me decepcionou um pouco. Senti como se ela tivesse retrocedido em seu amadurecimento. Até o final do livro fiquei presa no conflito entre adorar a personagem e odiar a forma infantil como se ela comportou em alguns momentos. Hormônios da gestação não são o suficiente para explicar alguns comportamentos e diálogos.
            O personagem de Remy foi mais explorado do que no primeiro livro, seu conflito com a bipolaridade, seu amor por Brooke e o trauma causado por seus pais. Mas gostaria de ter visto mais, a história tinha um potencial fantástico que não foi muito bem explorado pela autora. Ela se focou mais na parte sexual do relacionamento dos dois quando tinha ótimo material de escrita em outra parte da história.
            Gostei bastante dos conflitos que apareceram durante a narrativa. A constante ameaça de Scorpion deu uma boa adrenalina para a história. A distância forçada imposta para os dois também deu outro rumo para o relacionamento, isso foi bem trabalhado.
            O final foi o ponto alto da história. Com o coração na mão, você lê as últimas páginas emocionantes que me prenderam assim como o primeiro livro. Gostaria de ter lido mais algumas páginas, senti que tudo no final ficou muito corrido. Foi a única coisa que deixou a desejar no final da história.
            “Meu” me decepcionou um pouco, mas provavelmente fui com muita expectativa. A história é boa e muito rápida de ler lida, mas deixou um pouco a desejar. A autora publicou nos EUA um terceiro livro; é a história do primeiro pelo ponto de vista de Remy, mas as resenhas que li não foram muito agradáveis para com o livro. Katy também publicou mais dois volumes; o quarto em volta de Mel e o quinto em torno de Pandora. Confesso que não acredito que vá ler os outros, prefiro ficar feliz com “Real” do que acabar me decepcionando.
            Apesar de tudo, se você leu e gostou de “Real”, leia “Meu”, apenas não vá com muita expectativa. “Meu” dá um final maravilhoso que “Real” não foi capaz de dar. Com certeza você vai fechar o livro com um suspiro.    
             Meu foi escrito por Katy Evans e publicado no Brasil pela editora Novo Século.




            Classificação: 4/5 estrelas.

“O coração é um músculo oco, e vai bater milhões de vezes durante nossas vidas. Mais ou menos do tamanho de um punho, ele tem quatro câmaras: dois átrios e dois ventrículos. De que forma esse músculo pode abrigar algo tão abrangente como o amor é algo que está além da minha compreensão. É esse coração que ama? Ou você ama com a sua alma, que é infinita? Não sei. Tudo o que sei é que sinto esse amor em cada molécula do meu corpo, em cada respiração. Em todo o infinito em minha alma. Aprendi que você não pode correr se romper um ligamento, mas o seu coração pode ser partido em um milhão de pedaços, e você ainda pode amar com todo o seu ser.
Fui destroçada e reunida de novo.
Fui amada, e amei também.
Estou apaixonada, e serei para sempre transformada por esse amor, por esse homem. Eu costumava sonhar com medalhas e campeonatos, mas agora sonho apenas com um lutador de olhos azuis que um dia mudou a minha vida quando colocou seus lábios nos meus...”

Gostou da resenha? Já leu o livro ou ficou com vontade de ler? Não deixe de comentar!

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