Seu porto seguro

17:22



Ela acordou com um pequeno sobressalto e seus olhos se abriram para a escuridão. Pequenos ruídos conversavam com o silêncio daquele quarto. Ela podia ouvir com facilidade o tímido burburinho do ar condicionado e alguns murmúrios vindos da rua.
Não sabia o que a tinha acordado, se fora algum pensamento que passeava por sua mente ou o frio que percebeu subitamente que sentia. Talvez fosse isso, apenas frio.
Ela se encolheu e cruzou os braços à sua frente tentando se esquentar um pouco. Por alguns instantes não soube dizer onde estava, não sabia se tudo aquilo era apenas mais um de seus sonhos muito vívidos. Seus olhos ainda não haviam se acostumado àquela escuridão. Respirou fundo e tentou conter alguns calafrios que arrepiavam sua pele.
Um cheiro extremamente agradável e deliciosamente familiar encheu seu peito com uma sensação maravilhosa. Ela se virou na cama e, assim que se mexeu, sentiu um braço puxando-a de encontro a um corpo quente. Ele tinha os olhos fechados e a procurava com um braço forte e conhecido. Trouxe-a para si e abraçou o corpo dela com o seu. Enterrou o rosto em seu pescoço e suspirou profundamente.
Naquele momento ela pôde sentir todo o seu mundo entrando nos eixos de novo. Aquele gesto, aquele calor, aquele cheiro lhe devolveram os sentidos e ela deixou que uma tranquilidade sem precedentes tomasse conta de seu peito lhe devolvendo o sono. Ela se aconchegou naquele corpo e descansou a cabeça no seu novo travesseiro. Beijou delicadamente seu ombro e fechou os olhos. Segura, protegida e cuidada, um sorriso tomou conta de seus lábios e ela se permitiu adormecer de novo.
Não sentia mais frio.
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